Sumário

3. EVOLUÇÃO HISTÓRICA GLOBAL: DOS PRIMÓRDIOS À MODERNIZAÇÃO

3.8 Anos 2010: A Era dos Arranha-Céus Modulares

A verticalização modular provou que o sistema era capaz de suportar grandes densidades urbanas.

No Japão, a robótica avança nas fábricas. A Sekisui House iniciou a operação de fabricação e montagem de edificações modulares de média altura, com tecnologia Steel Frame.

No Chile (2010), a Tecno Fast montou várias escolas modulares para atender um programa social do país.

Nos EUA, em Nova Iorque (2013-2016), foi montado o B2 Brooklyn, Projeto da SHoP Architects com 32 pavimentos e 363 apartamentos, o primeiro arranha-céu modular do país. Em 2018, também em Nova Iorque, foi entregue o citizenM Bowery Hotel, o maior hotel modular do mundo, com aproximadamente 75m de altura e 300 quartos.

Em 2015 a rede de hotéis Marriott International anuncia iniciativa de construção modular em escala, prevendo mais de 50 hotéis com componentes pré-fabricados.

Na Suécia, em 2010, a Ekorren (Setra) desenvolveu um sistema construtivo em Glulam (Madeira Laminada Colada). Em 2013, a Skagershuset (Moelven) iniciou em Skagersvik uma operação de módulos pré-fabricados em madeira engenheirada. A Strandparken fabricou e montou em Sundbyberg (2012-2017) um edifício de 8 pavimentos em CLT (Cross-laminated Timber), uma referência mundial em madeira engenheirada.

No Reino Unido, em Wembley, Londres (2010) foi entregue o Victoria Hall/The Helix uma edificação modular de 20 pavimentos, com 435 quartos estudantis. A Apex House, em Wembley, Londres (2016-2017) fabricou e montou o então maior edifício modular da Europa na época, com 29 pavimentos, para acomodar 580 estudantes. Em 2016 foi finalizado o citizenM Tower de Londres, um hotel de 370 módulos, 10 pavimentos, montado em apenas 3 meses com trabalho noturno para minimizar impacto urbano. Em 2014, em Croydon, Londres foi concluído o College Road, com 155m de altura, estabelecendo um novo recorde mundial em construção modular. Publicado o relatório The Farmer Review of the UK Construction Labour Market: Modernise or Die (FARMER, M., 2016), que causou grande impacto no Reino Unido. O relatório fez um diagnóstico do setor de construção civil no Reino Unido para entender a razão da construção industrializada, apesar das suas evidentes vantagens e benefícios, não conseguir escalar. O “Modernise or Die” (Modernize ou Morra) expressa a criticidade do momento e foi um divisor de águas, na transformação setorial e no convencimento do governo britânico sobre a necessidade urgente da industrialização da construção.

Na China, em Changsha (2015), foi montado pela Broad Sustainable Building, em apenas 19 dias, o J57 Mini Sky City, com 57 pavimentos, 207m de altura (o mais alto do mundo) e 2.736 módulos em estrutura de aço. O edifício foi projetado para resistir a terremotos de magnitude 9.

Na Holanda, em Amsterdã (2018), foi entregue o Hotel Jakarta, com 11 pavimentos, com estrutura híbrida de CLT e concreto armado, classificado pelo Building Research Establishment Environmental Assessment Method (BREEAM) como "BREEAM Excellent" (energia neutra - a quantidade de energia consumida pelo edifício é igual à quantidade de energia que ele gera, resultando em um saldo zero de consumo de energia ao longo de um determinado período).

Em Singapura (2019), foi concluído o Clement Canopy com duas torres de 40 pavimentos e 140m da altura, o maior edifício modular do mundo, em concreto pré-fabricado, com 1.899 módulos.

Escola Modular – Tecno Fast – Chile (2010)

Escola Modular – Tecno Fast – Chile (2010)

B2 Brooklyn - Nova Iorque (2016)

B2 Brooklyn - Nova Iorque (2016)

College Road – Londres (2014)

College Road – Londres (2014)

J57 Mini Sky City – China (2015)

J57 Mini Sky City – China (2015)

Strandparken – Madeira Engenheirada - Suécia (2017)

Strandparken – Madeira Engenheirada - Suécia (2017)

Clement Canopy - Singapura (2019)

Clement Canopy - Singapura (2019)

Figura 8 – Exemplos de Construções Industrializadas (Década de 2010)