5.2 Etapa de Consolidação Industrial (1946 a 1967)
A indústria siderúrgica teve início no Brasil, em 1941, com a criação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que entrou em operação em 1946. Devido à falta de tradição na utilização de estruturas metálicas, em 1950, a CSN tomou a decisão de instalar uma fábrica de estruturas metálicas, para consumir a sua própria produção de laminados e incentivar o uso deste material, seguindo a sugestão da United States Steel (Estruturas Tubulares: História, 2021).
Ainda na década de 1950, a Construtora Mauá, especializada em obras industriais, pré-fabricou galpões e várias outras edificações no próprio canteiro de obras. Em 1964, um marco histórico na pré-fabricação em concreto no Brasil, por se tratar de uma edificação com vários andares (12 prédios de 12 pavimentos), foi o Conjunto Residencial CRUSP, na Universidade de São Paulo, em São Paulo-SP. O CRUSP foi projetado para o Fundo de Construção da Universidade de São Paulo (FUNDUSP), como moradia estudantil, pelos arquitetos Eduardo Kneese de Mello, Sidney de Oliveira e Joel Ramalho (VASCONCELOS, 2002).
Após o Golpe de Estado no Brasil, em 1964, instalou-se uma discussão sobre o rumo da construção civil brasileira, com opiniões divididas entre os profissionais que defendiam a pré-fabricação e a industrialização, devido ao aumento da produtividade e à economia de materiais e aqueles que apoiavam a construção tradicional, por absorver grande contingente de mão de obra não qualificada, nos canteiros de obra.
Em 1964 foi criado o Banco Nacional de Habitação (BNH), com o objetivo de concentrar as operações financeiras do Plano Nacional de Habitação (SANVITTO, 2018).
Nesse período, o BNH chegou a desestimular a pré-fabricação, com o objetivo de promover mais postos de trabalho nos canteiros (PIGOZZO et al., 2006). Apesar desta restrição, algumas empresas, como a Engenharia de Fundações S.A. (Engefusa), utilizaram painéis pré-fabricados de concreto armado, produzidos a partir de tecnologias exploradas no exterior, em obras de diversos conjuntos habitacionais, produzidas através de financiamento federal. Este é o caso dos Conjuntos Habitacionais Padre Anchieta, em 1966, Parque Novo Irajá, em 1967, com 192 unidades e 252 unidades, respectivamente, e ainda, o Antônio Salema, com 30 blocos de edifícios e 472 unidades, todos no Rio de Janeiro-RJ (VASCONCELOS, 2002).

